Início/Blog/Fiscal e legal

Simples Nacional na clínica de estética: por que o pró-labore da sócia decide o imposto (fator R)

Duas clínicas com o mesmo faturamento podem pagar imposto muito diferente no Simples. A diferença está no fator R: a relação entre folha de pagamento e receita. Entenda a conta e por que o pró-labore da dona é a alavanca.

Fiscal e legal14 de set. de 2026 · 3 min de leitura · Por Clínica Labs
Calculadora sobre relatórios impressos com gráficos

Clínica de estética com CNAE de saúde (médica, odontológica, biomédica) entra no Simples Nacional pelo Anexo V, cuja alíquota começa em 15,5%. O Anexo III, do 9602 e de outros serviços, começa em 6%. A diferença é grande, e existe um caminho legal para a clínica de saúde sair do V e ir para o III: o fator R.

O que é o fator R

É uma conta feita todo mês: a soma da folha de pagamento dos últimos 12 meses dividida pela receita bruta dos últimos 12 meses. Se der 28% ou mais, a clínica é tributada pelo Anexo III naquele mês. Se der menos, fica no Anexo V.

"Folha de pagamento" inclui salários, pró-labore dos sócios, encargos (INSS patronal, FGTS) e 13º. Não inclui pagamento a profissional PJ nem a prestador autônomo eventual.

Por que o pró-labore decide

Na maioria das clínicas de estética a folha CLT é pequena: uma ou duas recepcionistas. O que pesa é o pró-labore da sócia que atende. Se ela retira um pró-labore simbólico e o resto como distribuição de lucro (que não entra na folha), o fator R fica baixo e a clínica paga Anexo V.

Aumentar o pró-labore até bater os 28% eleva o INSS e o imposto de renda da pessoa física, mas pode reduzir o imposto da empresa muito mais. A conta só fecha na ponta do lápis, com o contador, e muda conforme o faturamento.

Quer ver onde a sua clínica perde paciente entre o anúncio e o fechamento?A Clínica Labs faz o diagnóstico sem custo. Se for o seu caso, a gente monta junto.

Fazer aplicação

Um exemplo de raciocínio (sem número da sua clínica)

Uma clínica que fatura X por mês e tem folha total de 20% de X está no Anexo V. Para chegar aos 28%, precisa acrescentar 8% de X em folha, normalmente via pró-labore. O custo disso é o INSS e o IRPF sobre esse acréscimo. O ganho é a diferença entre a alíquota efetiva do Anexo V e a do Anexo III sobre toda a receita. Em muitos casos o ganho é maior; em alguns, não. Só a simulação diz.

Erros que a gente vê

O que pedir ao contador

Uma planilha mensal com receita dos 12 meses, folha dos 12 meses, o fator R do mês e a alíquota efetiva. E uma simulação de quanto pró-labore seria necessário para migrar de anexo, com o custo e o ganho lado a lado. Se o contador não faz isso sem pedir, é sinal de que a clínica está pagando o que não precisa.

Em resumo
  • Clínica com CNAE de saúde começa no Anexo V (15,5%) e vai para o III (6%) quando folha ÷ receita dos 12 meses é 28% ou mais.
  • O pró-labore da sócia é a maior alavanca do fator R em clínica pequena.
  • É conta mensal, e o ganho depende do faturamento; só a simulação decide.
  • Pagamento a PJ não é folha; distribuição de lucro exige contabilidade regular.
cl.
Clínica Labs

Assessoria de marketing e vendas para clínicas de estética. O que está aqui sai do CRM, do WhatsApp e da reunião mensal com as clínicas que a gente atende.

Próximo passo

Quer saber onde a sua clínica está perdendo paciente?

Faça a aplicação. Se for o seu caso, a gente monta junto. Se não for, você sai com o diagnóstico da clínica.

Fazer aplicação
Link copiado